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27.11.2017 - Dia Nacional de Combate ao Câncer e de luta Contra o Câncer de Mama
 
No Dia Nacional de Combate ao Câncer e de luta Contra o Câncer de Mama, IBCC divulga case de sucesso de tratamento em pesquisa

Hoje (27), é uma importante data para instituições que se dedicam ao tratamento de doenças oncológicas no Brasil, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer e de luta Contra o Câncer de Mama. O IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer) investe continuamente em estudos de pesquisa clínica como forma de obter sucesso em tratamentos e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Atualmente a instituição conta com 37 estudos patrocinados pelas grandes indústrias farmacêuticas para protocolos de pesquisa e reúne vários casos que podem ser considerados de sucesso pela medicina oncológica. O Centro de Pesquisa Clínica do IBCC é considerado Top Recruitment (por recrutar um grande número de pacientes para estudos) e passa por constantes auditorias dos patrocinadores dos estudos, e já foi inspecionado por órgãos regulatórios como FDA e ANVISA.

Neste ano de 2017 no IBCC já foram recrutados 41 pacientes para fazerem parte de tratamentos desses protocolos. Em média, 60% dos estudos são sobre câncer de mama, o mais comum entre as mulheres e o segundo tipo mais frequente no mundo. De acordo com o médico coordenador do Centro de Pesquisa do IBCC, Dr. Felipe Melo Cruz, a possibilidade de envolver medicações ainda não liberadas, principalmente os imunoterápicos, têm revolucionado o tratamento. “O paciente pode ter acesso precoce ao tratamento caso se enquadre num protocolo de pesquisa, tem ainda o acompanhamento mais estreito com maior frequência em exames e consultas e além de receber o tratamento padrão, pode receber algo novo e peculiar desses medicamentos”, explica.

Ainda segundo o médico, é preciso combater o estigma de que pacientes que realizam tratamentos via protocolo de pesquisa são “cobaias”. O caso de Dona Francisca Iraci de Moura Vieira, que descobriu um câncer de mama metastásico, com diagnóstico que indicava expectativa de vida de 1 ano, pode ser citado como mais um entre vários de sucesso nos estudos do IBCC.

Ela está há mais de 6 anos em tratamento e há 4 através de um protocolo de pesquisa clínica, quando começou a usar uma medicação 2 anos antes de ser registrada no Brasil e liberada para uso. O câncer em estágio avançado quando descoberto não abalou sua autoestima. Ela que gosta de passear e ir ao shopping levando uma vida normal. O quadro é considerado estabilizado e controlado. Ela tolerou muito bem o tratamento, seguindo-o de forma completa. Além de fazer quimioterapia de dois em dois meses, passa em consultas, exames laboratoriais e de diagnóstico por imagens.

“Para mim, poder participar de um tratamento com protocolo de pesquisa foi uma oportunidade. Nunca me abati diante da doença e acredito que as pessoas precisam saber mais sobre as pesquisas. Não podemos deixar que a doença nos controle, nós que devemos controla-la. Aqui além do tratamento excelente, recebo muito carinho e atenção de todos”, declara Dona Francisca.

Desafios da Pesquisa Clínica no Brasil

De acordo com a coordenadora administrativa do Centro de Pesquisa Clínica e Estudos do IBCC, a Biomédica Juliana Fenerich Mauri, no Brasil existem muitos obstáculos para que a pesquisa avance ainda mais em comparação com outros países. “O Brasil é um país que requer muitos investimentos em Pesquisa Clínica, apesar de ter melhorado bastante, ainda estamos em 13º lugar no ranking entre os países com produções e participações científicas", destaca Juliana.

O IBCC tem trabalhado de forma árdua para o fortalecimento e profissionalização do Centro de Pesquisa Clínica, tanto para a condução de estudos patrocinados, como para a produção científica interna. “Precisamos desmistificar a Pesquisa Clínica em todos os âmbitos para que possamos favorecer à população do Brasil sempre com o que há de mais inovador em tratamentos. Apesar dos problemas ainda existentes acredito que estamos caminhando para isso e em um curto espaço de tempo teremos o nosso lugar dentre os melhores”, acrescenta a Biomédica.