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30.11.2017 - Diretora do IBCC apresenta case de sucesso em I Encontro Nacional de Gestores em Saúde
 
A Diretora Administrativa do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), Joyce Romanelli apresentou no último sábado, 25, uma aula sobre Ferramentas de Gestão em Saúde durante o I Encontro Nacional de Gestores em Saúde (ENGES). Os conceitos de valor em saúde baseados nas teorias do Triple Aim foram apresentados pela administradora, que são aqueles que se baseiam na estratégia para melhorar o sistema de saúde centrada em três dimensões: melhorar a experiência do indivíduo em relação à assistência, ou seja, mais que fornecer serviços, fornecer experiências; melhorar a saúde das populações; e reduzir o custo per capita dos cuidados de saúde, contemplando a sociedade, o sistema de saúde e o indivíduo.

Alguns teóricos já advogam que o Triple deve se transformar no Quadruple Aim, ainda segundo Romanelli, com a quarta dimensão que leva em conta a importância de melhorar a experiência da prestação de cuidados em saúde, garantindo o engajamento da força de trabalho. Durante a aula a diretora do IBCC apresentou o cenário atual da saúde que enfrenta como desafios o envelhecimento populacional, aumento de custos médico-hospitalares, mudanças no modelo de remuneração e redução no número de beneficiários (no caso das operadoras de saúde), além do crescimento das ações judiciais que aumentam os gastos no setor de saúde e o surgimento de novos modelos de negócio para amenizar ou solucionar os problemas do sistema, como as clínicas populares.

Os desafios para se manter a qualidade nos serviços de saúde também foram abordados pela diretora, que apresentou dados mundiais sobre eventos adversos em pacientes hospitalizados que custam cerca de U$$ 2 bilhões anualmente nos EUA e que matam mais pessoas por ano do que câncer de mama, AIDS ou acidentes com veículos automotores. Em média, acontece 1 evento adverso para cada 7 pacientes hospitalizados e apenas 55% dos pacientes em amostras aleatórias recebem o tratamento recomendado. “2,47 brasileiros morrem nos hospitais a cada 3 minutos por falhas evitáveis. Há uma necessidade do país de avançar na transparência de indicadores de qualidade da saúde. E tudo isso demanda planejamento, envolvimento e estratégia da instituição com todos os seus públicos”, destacou.

Case de sucesso IBCC

Na oportunidade, ela apresentou o novo planejamento estratégico do IBCC que contemplou três fases (formulação de estratégia, tradução da mesma e acompanhamento), com horizonte para cinco anos, 2017-2021.

Os principais desafios na execução das estratégias, importância da criação de indicadores e metas e todo o acompanhamento também foram reforçados pela diretora. Todo o amadurecimento contribuiu para que o IBCC pudesse iniciar suas expansões em São Paulo, já com Unidades no Jaçanã (1 ano ativa), em implantação a Unidade Itu e com expectativa de inaugurar uma outra Unidade na Vila Mariana.

Os resultados no processo do estadiamento do paciente também foram apresentados com a criação do NIR, Núcleo Interno de Regulação. “Com ações estratégicas, o IBCC mantém um tempo total entre primeira consulta e estadiamento do paciente, de 15 dias”, reforça Joyce. Como principais resultados pode-se mencionar a rastreabilidade dos pacientes, gerenciamento dos casos, avaliação qualitativa dos serviços em relação aos protocolos estabelecidos e aos desfechos clínicos, indicadores de tempos e intervalos de atendimento, redução do número de exames repetidos (laboratório e imagem) e a possibilidade de execução de estudos clínicos.