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29.01.2018 - Palestra sobre Febre Amarela alerta sobre riscos da doença
 
O médico infectologista do IBCC, Dr. Marcos Cyrillo, em palestra no anfiteatro do hospital alertou profissionais e pacientes quanto aos perigos da doença e como todos devem evitar locais em que há riscos de contaminação da febre amarela na cidade de São Paulo. Ele explicou que a transmissão só acontece por meio da picada do mosquito infectado e reforçou a importância dos macacos para a detecção da doença. “Eles que amplificam o vírus e deixam a população alerta em caso da chegada da febre amarela em determinada região”, explica.

A febre amarela é uma doença mais comum em áreas silvestres e desde 1942 não é registrado um ciclo de transmissão urbana no Brasil. Pessoas quando apresentam diagnóstico da doença é porque tiveram contato com o mosquito em áreas de mata, florestas ou áreas rurais. “Por isso que nesse momento devemos escutar o que dizem a autoridades quanto a locais em que existe possibilidade de contaminação”, orienta o médico.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. Na forma mais grave da doença pode ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

A transmissão urbana da febre amarela só é possível por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. A prevenção da doença deve ser feita evitando a disseminação do mosquito, evitando o acúmulo de água em recipientes, acabando assim com os criadouros para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos.

Vacinação

A vacinação contra a febre amarela só deve acontecer para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo, especialmente no período da manhã e no final de tarde.

Cuidados: pacientes oncológicos têm algumas restrições quanto à vacinação


CONTRAINDICAÇÕES - não poderão receber a vacina contra a Febre Amarela pacientes em tratamento de câncer nas seguintes situações:

- estejam em vigência de quimioterapia

- estejam em vigência de radioterapia

- em uso de imunomoduladores e/ou imunossupressopres

- em uso de corticoides (em doses maiores que 20mg ao dia)

INDICAÇÕES - poderão receber a vacina contra a Febre Amarela pacientes portadores de quaisquer tipos de câncer nas seguintes situações:

- término da quimioterapia há mais de 3 meses

- término da radioterapia há mais de 3 meses

- término da imunoterapia há mais de 6 meses

* OBSERVAÇÕES

1) Pacientes Transplantados de Medula Óssea: poderão receber a vacina contra a Febre Amarela 24 meses após o transplante, desde que não estejam sob o uso de imunossupressores. Casos específicos entrar em contato com o (a) médico (a) responsável.

2) Indivíduos que receberam vacina da Febre Amarela não poderão doar sangue por 4 semanas após a vacinação;

3) Pacientes com doenças agudas febris moderadas ou graves deverão adiar a vacinação até a resolução do quadro clínico.