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03.04.2018 - Cuidados especiais que pacientes oncológicos devem ter com a chegada do outono
 
A chegada do outono é sempre uma época que propicia o aumento dos casos de doenças respiratórias, já que se caracteriza por dias mais frios, menor umidade do ar e a mesma duração dos dias e das noites. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro e é importante que ações preventivas antes desse período sejam adotadas pelo paciente para cuidados com a saúde. As principais doenças nesta época do ano são resfriados, gripes, faringites, sinusites e pneumonias, decorrentes das gotículas dispersas no ar, em ambientes fechados, favorecendo a contaminação ambiental, além do aumento da poluição do ar e das quedas de temperatura.

Alguns pacientes oncológicos são mais vulneráveis a apresentar imunidade comprometida, principalmente os idosos, portadores de enfermidades crônicas, e que estão em tratamento quimioterápico. A Dra Luana Fiuza, oncologista clínica e pesquisadora do Centro de Pesquisa Clínica do IBCC, explica que alguns cuidados são importantes para prevenir doenças respiratórias, como manter hábitos de higiene, que inclui lavar frequentemente as mãos, evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas, não impedir a circulação de ar, manter as janelas da casa e do ambiente de trabalho abertas, ingerir pelo menos 2 litros de água por dia, umidificar o ar com nebulizador ou colocar toalha molhada ou balde com água nos ambientes da casa, lavar as cavidades nasais com soro fisiológico, usar vestimentas adequadas a temperatura ambiente e mantê-las limpas, já que as roupas costumam ficar guardadas nas estações mais quentes, podendo levar ao acumulo de ácaros, fungos e mofos.

O Ministério da Saúde ainda recomenda que as pessoas evitem praticar exercícios físicos entre as 10 e 16 horas em dias que apresentem baixa umidade do ar.

Sintomas dos resfriados e gripes: o que fazer?

Em caso de sintomas, como tosse, febre (temperatura axillar maior ou igual a 37.8 C), falta de ar e corrimento nasal, é necessário procurar o pronto socorro para tratamento e orientação. Segundo a oncologista do IBCC, são recomendados uso de medicações sintomáticas, como antitérmicos, analgésicos, mas principalmente, em caso de sintomas, como tosse, febre (temperatura axillar maior ou igual a 37.8 C), falta de ar e corrimento nasal, devem procurar o pronto socorro para tratamento e orientação.

Vacinas são recomendadas?

As vacinas da influenza (gripe), H1N1, devem ser administradas. Segundo a Dra Luana Fiuza, os reais benefícios das vacinas estão na capacidade de prevenir a pneumonia viral ou bacteriana, a hospitalização e morte. São compostas por microrganismos não vivos ou suas frações, que não se replicam nem provocam doença subclínica. Pertencem a este grupo: vacinas pertussis de células inteiras, vacinas inativada poliomielite; tétano; difteria; alguns subtipos de influenza; hepatite A; hepatite B; HPV; pneumococo; meningococo. Segundo o manual dos centros de referencias de imunobiológicos especiais, do ministério da saúde, a imunização de pacientes imunocomprometidos com vacinas não-vivas não implica riscos adicionais, além daqueles próprios a cada uma delas. Em pacientes com câncer a resposta de anticorpos é menor do que em controles sadios. A soroconversão é de 24 a 71%, sendo a terapia antineoplásica o fator determinante da resposta mais baixa nesse grupo.

Vacina contra o pneumococo

Outra vacina que pode ser administrada, grande importância nesta época de outono e inverno, e a vacinação contra o pneumococo, bactéria que é capaz de causar pneumonia, bacteremia e meningite. Em adultos, a pneumonia é a apresentação clínica mais comum, sendo que entre 20% e 30% dos pacientes com pneumonia pneumocócica vão desenvolver bacteremia. O Guia de imunização SBIm/ ASBAI ( 2015/2016) informa que pessoas com algum grau de imunossupressão apresentam, risco 23 a 48 vezes maior em desenvolver doença pneumococócia invasiva do que em indivíduos saudáveis. Desta forma e recomendada em pacientes com câncer. De modo geral, as vacinas de patógenos vivos (vírus e bactérias) atenuados são contraindicadas. Em contrapartida deve-se fazer uso das vacinas não vivas.

Contraindicações


As vacinas contraindicadas em pacientes imunocomprometidos são as vivas atenuadas (contra sarampo, rubéola, varicela, febre amarela, herpes zoster, poliomielite, rotavírus e BCG) pelo risco de desenvolvimento da doença após a vacinação. Estas , de acordo com as orientações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, devem ser evitadas durante 24 meses após Transplante de Medula Óssea, e a vacina pode ser realizada apenas naqueles sem evidências de doença enxerto-versus-hospedeiro e fora de uso de medicamentos imunossupressores.

Paciente em uso de corticoides cronicamente ou em doses imunossupressoras não devem receber a vacina durante o tratamento e por até quatro semanas após o seu término. Naqueles indivíduos que receberam a vacina, um intervalo mínimo de quatro semanas para início do tratamento oncológico é recomendado e pacientes com histórico de tratamento oncológico concluído há mais de seis meses e atualmente em acompanhamento clínico exclusivo devem seguir as recomendações aplicáveis à população geral e podem ser vacinados, respeitando-se as particularidades de cada caso.

Já os pacientes que apresentem outros problemas de saúde, histórico de alergias (sobretudo a ovos ou gelatina) ou reações prévias a vacinas, aqueles em uso de imunossupressores ou histórico de imunodeficiências ou indivíduos com mais de 60 anos devem consultar um profissional médico antes de receber a vacina.