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27.04.2018 - Infecção do Trato Urinário: Como prevenir?
 

Após uma maratona de treinamentos destinada aos técnicos de enfermagem e enfermeiros do período diurno e noturno, o Núcleo Integrado de Qualidade, Estratégia e Segurança do Paciente (NIQESP) do IBCC apresentou as principais formas de prevenção da Infecção do Trato Urinário (ITU) associada à Sonda Vesical de Demora (SVD). Trata-se de qualquer infecção sintomática de trato urinário. Em pacientes em uso de cateter vesical devemos considerar o tempo de instalação e o tempo de retirada do dispositivo. As ITUs são responsáveis por 35-45% das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em pacientes adultos, com densidade de 3,1-7,4/1000 cateteres/dia. Aproximadamente 16-25% dos pacientes de um hospital serão submetidos a cateterismo vesical, de alívio ou de demora, em algum momento de sua hospitalização, muitas vezes sob indicação clínica equivocada ou inexistente e até mesmo sem conhecimento médico. <br><br>

 

O objetivo do treinamento foi reforçar medidas rotineiras que podem contribuir para a prevenção dessa infecção, o que inclui cateter instalado em menor tempo possível, a realização de avaliações diárias de necessidade de uso, sonda de menor calibre e medidas preventivas como higienização das mãos, fixação correta e higiene íntima diária. A prevenção ainda inclui manter o sistema de drenagem fechado e sempre manter a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e ¾ da capacidade do volume total. <br><br>

 

Entende-se que o tempo de permanência é fator crucial para colonização e infecção (bacteriana e fúngica). O crescimento bacteriano se inicia após a instalação do cateter, numa proporção de 5-10% ao dia, e estará presente em todos os pacientes ao final de quatro semanas. Sendo assim, o Bundle, é uma ferramenta importante para prevenir infecções, com suas avaliações da inserção, manutenção e retirada da sonda, fundamentais ações desempenhadas pela enfermagem em conjunto com a equipe multidisciplinar.<br><br>

 

“O enfermeiro deve registrar todos os materiais utilizados na inserção do dispositivo e se o procedimento apresentou ou não intercorrência. O técnico de enfermagem deve registrar a permanência da SVD, queixas do paciente, condições do sistema de drenagem, aspecto do débito e volume desprezado”, explica a enfermeira responsável pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do IBCC, Micaela Viu.<br><br>